Há um bom tempo atrás, consegui um tempo para viajar com minha família para um merecido descanso. Minha intenção era desligar-me completamente do trabalho – por isso, “esqueci de propósito” meu computador em casa – e relaxar…
Apesar de algumas coisas que sempre nos preocupam nestas situações, consegui me sair muito bem. A única coisa que realmente me fez lembrar o meu dia-a-dia de muito trabalho foi uma “bendita” placa (veja figura abaixo) existente no hotel em que estava hospedado.

Meu primeiro contato com a placa se deu quando desci do elevador no 2o Andar do prédio e fui dirigir para o meu apartamento: 202.
Entretanto, parei de frente a esta enigmáica sinalização e fiquei por alguns segundos tentanto decifrá-la. Era como se estivesse ouvindo dentro de minha cabeça um ser mitológico dizendo: “Decifra-me, ou te devoro!”
E para não ser devorado, assumi a premissa – lógica – que a numeração dos apartamento deveria seguir o padrão ocidental, ou seja, da esquerda para a direita e de cima para baixo. Então conclui que os apartamentos deveriam estar em ordem crescente de numeração da esquerda para a direita.
Assim, escolhi o corredor da esquerda e fui em direção ao meu apartamento… Mas, na verdade, fui devorado pela Placa-Esfinge, pois o apartamento 202 estava no corredor à direita do elevador.
Lembrei-me na hora do meu trabalho como Gerente de Projeto, dos momentos em que assumimos o risco de trabalharmos com premissas que já se tornaram fato, mas que não foram comunicadas devidamente.
Mas, voltando a analisar a placa, isto não era óbvio desde o começo?
Pode até ser que para quem fez a placa esteja muito claro que o Apartamento 202 está à direita, mas sei que para qualquer hóspede não ela não consegue cumprer seu simples papel de indicar.
Contem experiências semelhantes no dia-a-dia, seja gerenciando projetos, ou não, em que conseguimos observar claramente os problemas de falhas de comunicação.